Análise – Glyph

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Hoje temos para análise Glyph um título indie de plataformas 3D.

Este indie de Plataformas 3D da Bolverk Games, foi lançado pela primeira vez na Nintendo Switch em fevereiro de 2021, tendo chegado em agosto ao PC via Steam.

Em Glyph controlamos um besouro mecânico por níveis desafiantes, repletos de perigos e obstáculos, onde ao mínimo deslize nos leva a começar de início, que apesar de ser frustrante não deixa de ser viciante, o que torna Glyph num lançamento perfeito!

Quando começamos a jogar, temos à nossa disposição um tutorial onde aprendemos a controlar o besouro e o que fazer.

Cada nível tem o seu objetivo, se num estamos a correr pelo melhor tempo estilo time trial, noutro somos obrigados a saltar de plataforma em plataforma em busca de chaves, moedas e gemas, entre outros colecionáveis.

Apesar da sua jogabilidade ser acessível, Glyph pode tornar-se frustrante devido à sua exigência em saltos quase milimétricos, e que ao menor erro leva-nos a ter que repetir o nível e a ter que recolher as chaves de novo.

A progressão tenta colmatar este problema ao repartir o desbloqueio de novas zonas pelos vários colecionáveis em jogo, mas pode surgir algum momento em que o nosso progresso pode ser interrompido pela falta de gemas ou moedas (passei algumas vezes por esta situação). No entanto, a sua recolha, tal como do cobiçado besouro dourado, é divertida e alguns dos segredos estão muito bem escondidos o que nos leva a repetir várias vezes os níveis para que possamos memorizar padrões e melhorar o nosso tempo.

A nível gráfico, a Bolverk Games apostou numa estética em cores quentes que representam o deserto, mas existem apontamentos que realçam não só as zonas de destaque, como os próprios poderes do nosso besouro. Em Glyph, podemos não só saltar, como voar, escalar paredes, mas também usufruir de novos poderes que nos permitem temporariamente saltar duas vezes e aumentar a eficácia da nossa personagem.

Com níveis lineares e de fácil leitura, torna-se imperativo perceber como utilizar estas habilidades e como exponenciar o motor de física do jogo, algo que é enaltecido pela possibilidade de combinarmos todos os poderes numa só ação – como saltar duas vezes, voar e bater no chão para termos um salto adicional que nos permite viajar pelo nível sem cairmos nas areias movediças.

Glyph não é o melhor jogo de plataformas 3D a ser lançado, mas é muito bom. O enredo principal pode ser concluído em apenas 3 horas, mas se és daqueles que gostas de procurar em todos os recantos dos níveis por colecionáveis então vais passar várias horas a jogar. Glyph é uma boa adição para qualquer fã de plataformas 3D, e é um jogo ao qual voltarei várias vezes.

hotel Produtora: Bolverk Gamescontrol Género: Plataformas, Aventura, Puzzle
settings Editora: Bolverk Gamesplayers Jogadores: 1
cross platform Plataforma: Switch, PCcalendar Data de lançamento: 1 de fevereiro (Switch) 9 de agosto (Steam)

O código Steam para análise, foi cedido gentilmente pela Press Engine.

8.5

Author's rating

Nota final

Gostamos
  • Excelente Design de níveis
  • Desafiante
  • Possibilidade de combinar todos os poderes numa só ação
Não gostamos
  • Os níveis time trial não são tão envolventes quanto os níveis de exploração
  • Pode ser frustrante para alguns jogadores
Sobre o autor

Fernando Costa

É o fundador da InforGames. Começou a ter interesse pelos videojogos através do Spectrum +2 128k. Gosta de jogos de Estratégia, Corridas e Luta. Apesar de já ter jogado em várias consolas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição!

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