Análise – Valheim

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Hoje temos para análise, um jogo que apesar de ainda estar em acesso antecipado, tem feito um sucesso enorme entre os jogadores. Falamos de Valheim, um título de sobrevivência em mundo aberto.

Ao inicio, podes te sentir um pouco perdido até perceberes como funciona o jogo, mas com o passar do tempo vais perceber que é bastante fácil jogar.

Ambientado na mitologia nórdica, Valheim não foge dos clichés do género, mas executa-os muito bem. Além disso, temos uma atenção primorosa dos produtores para os sistemas de física, clima e ambientação do jogo.

Na história do jogo, Odin, o famigerado “Pai de todos” da cultura nórdica criou um décimo mundo, que serviria de exílio para todos os seus inimigos. Essa espécie de mundo foi criado à parte dos nove reinos da mitologia nórdica tradicional (Asgard, Alfheim, Hel, Jotunheim, Midgard, Muspelheim, Nidavellir, Niflheim e Vanaheim), e justamente por isso, passou muito tempo à margem da vigia dos deuses… com isso, os exilados aproveitaram para se organizarem numa rebelião contra os deuses.

Após ficar a saber que seus inimigos estavam crescendo em força e poder nesse mundo exilado, o pai de Thor resolveu enviar humanos de Valhalla para este mundo exilado. Uma vez mortos, esses guerreiros poderiam reviver inúmeras vezes até cumprir o objetivo de acabar com os inimigos de Odin.

A ordem dada por Odin ao nosso guerreiro é purgar este mundo das suas abominações. Lendários monstros e seres mitológicos que teremos de eliminar um a um. Para isso, teremos de sobreviver, não apenas à vida selvagem e sobrenatural que deambula neste mundo mas também aos elementos. Construir uma habituação, que mais tarde se pode desenvolver numa gigante cidade, é apenas o primeiro passo. Temos de criar armas e protecções, além de evoluirmos enquanto guerreiro, tudo para enfrentar os perigos cada vez mais fortes que serão colocados à nossa frente. Como ajuda, teremos Hugin, uma pega que aparece oportunamente para nos dar algumas dicas em jeito de tutorial. De resto, como um cliché no género, estamos por nossa conta e risco.

Existem vários afazeres durante o jogo, desde apanhar-mos bagas e caçar-mos animais para ter sustento, precisamos de uma habitação para nos abrigarmos dos elementos, erguemos uma fogueira para aquecer-nos e cozinhar e, claro, precisamos forjar armas para atacar ou defender o nosso espaço. No fundo, este é um jogo de evolução, de preparação e de antecipação. Quando entrares numa caverna e descobrires que é “ninho” de inimigos que nos matam em poucos segundos, percebes que tudo tem de ser feito com regras e com paciência. Há que criar uma boa armadura, um escudo e um machado antes de lá ir.

O mapa é inteiramente gerado de forma aleatória, embora possamos salvá-lo numa “seed” única e persistente. Quer isto dizer que tudo o que fazes neste mundo fica registado, inclusive o que construíres e conquistares. Inicialmente, há partes do mapa que estão ocultas e vão sendo reveladas enquanto exploramos. Só vais explorar o mapa a sério, quando construíres o teu primeiro barco. Só nesse momento é que o jogo se “abre” para algo verdadeiramente épico. O local inicial onde somos largados pela Valquíria, é bastaste calmo, dando tempo para te habituares à jogabilidade. Quando saíres da “zona de conforto”, ai vais descobrir um mundo perigoso e cheio de mistério.

Valheim, pode ser jogado a solo ou com amigos. Até 10 jogadores podem jogar de forma cooperativa (a produção recomenda 5), sendo possível convidar alguém para a nossa “seed”. Contribui bastante para esta dinâmica a possibilidade de fazermos de “host” do mundo em servidor dedicado, garantindo que só entram neste mundo, quem tu confias. Nós recomendamos que jogues com os amigos, pois mais para frente irão surgir bosses gigantes em altares próprios e, sozinho, é muito, muito mais difícil derrotá-los.

A nível gráfico, os modelos em jogo são bastante simples, com baixos polígonos e texturas bastante básicas. Apesar de tudo ser modelado com rigor, algumas animações são algo toscas e muitas das mecânicas são básicas.

No que diz respeito à jogabilidade, o esquema de combate, é bastante simples, com ataques, saltos, bloqueios e desvios fáceis de dominar. Os inimigos são competentes, especialmente os bosses que exigem mais dedicação e evolução antes de os abordar. Contudo, não são injustos ou demasiado letais.

Lembra-te, que para sobreviveres e recuperares a tua energia, tens de procurar alimentos, além de teres que dormir ocasionalmente para a recuperar. Já para criares peças de armamento ou armas, ou construir a tua cidade fortificada, tens de reunir recursos, entre madeira, peles, pedras, etc. As tuas habilidades evoluem conforme o que vais fazendo, por exemplo, quanto mais correres, melhor corredor serás, quanto mais construíres, melhores construções farás e por ai adiante.

Valheim, é sem dúvida um jogo a ter em conta, pois consegue pegar nas melhores ideias dos outros jogos do género e junta tudo num ambiente de jogo muito bem cuidado, simples, fácil de jogar (de preferência com amigos), acessível a qualquer jogador e viciante. Valheim é simplesmente perfeito!

O código (Steam) para esta análise, foi cedido gentilmente por Jesús Fabre.

9.0

Author's rating

Nota final

Gostamos
  • Mundo gerado proceduralmente
  • PvE Cooperativo (2-10 jogadores)
  • Mecânica de jogo simples
  • Bosses desafiantes
Não gostamos
  • Algumas falhas técnicas fruto do acesso antecipado
  • Jogar sozinho às vezes pode ser aborrecido
Sobre o autor

Fernando Costa

É o fundador da InforGames. Começou a ter interesse pelos videojogos através do Spectrum 128k. Gosta de jogos de Estratégia, Corridas e Luta. Apesar de já ter jogado em várias consolas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição!

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