Análise – Vigil: The Longest Night

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Vigil: The Longest Night, é um Soul-Like em 2D, ou se preferirem um side scroller de acção-horror publicado pela Another Indie e inspirado em títulos como Castlevania e a Salt and Sanctuary, misturando-a com elementos de combate que fazem lembrar Dark Souls.

Existe uma particularidade muito interessante neste jogo, tudo foi desenhado e pintado à mão, os detalhes estão esplêndidos, e a beleza dos seus cenários deixa-nos mesmo estupefactos.

Em Vigil: The LongestNight vestimos a pele de Leila, uma jovem mulher que volta à sua cidade natal, Maye, depois de se tornar membro da Vigília e ter cumprido um intenso treino para isso acontecer. No caminho para a sua cidade encontra-se com diversos monstros e um cenário de horror entre os habitantes e os guardas da cidade. Além disso a sua irmã encontra-se desaparecida, o que torna tudo mais intenso.

E é assim que começa a nossa aventura, já que iremos ter diversos objetivos para completar, muitos deles servindo para ajudar os habitantes por vezes com tarefas simples. Começamos equipados com uma espada, uma armadura básica, umas botas e umas luvas. Mas ao longo do jogo existem diversos tipos de armas e armaduras.

Temos armas para luta corpo-a-corpo, e outras que podemos arremessar. Nas de corpo-a-corpo vamos ter a possibilidade de ter 3 armas equipadas de uma vez, e bastará uma tecla para alterarem entre elas, o que é excelente, já que assim facilita bastante o ataque consoante o inimigo. Existe uma variedade enorme de armas, sejam elas espadas, lanças, machados, etc. Depois teremos as armas de arremesso que podemos colocá-las noutro tipo de slots, e também as podemos ir alterando, temos facas de arremesso, molotov, dinamites, entre outras.

Atenção que a nossa jogabilidade sofrerá algumas alterações de acordo com a arma que envergamos, por exemplo com uma espada teremos uma agilidade e rapidez bastante maior do que se usarmos uma lança.

Quanto às armaduras, também temos muito por onde escolher, temos 5 tipos de equipamento, são eles, o chapéu, a Máscara, a Armadura Corporal, as Luvas e as Botas. E mais uma vez temos diversas opções, algumas que vamos encontrando, e outras que podemos adquirir. Por fim, temos também os anéis, com 4 slots que podemos usar, e como é costume, no caso das jóias, existem diversos tipos de bónus que estas nos oferecem.

Além de todos os melhoramentos no status da nossa personagem que acontecem com os equipamentos e armas, não podemos esquecer a nossa progressão, já que existe um sistema de experiência e de nível de personagem. Conforme vamos eliminando os inimigos vamos ganhando experiência, que serve para subirmos o nível da personagem. Isso irá alterar os nossos status como também oferece um ponto de talento por cada nível que aumentamos. Esses pontos podem e devem ser usados nos 5 mapas de talento que o jogo oferece, sendo que o primeiro está relacionado com a arte de esgrima; o segundo com talentos na arte de usar machados; e o terceiro destina-se à arte de usar lâminas duplas; o quarto com a habilidade de usarmos arcos; e por fim o mais geral, que tem a ver com aumento de vida, recuperação de stamina, ou mesmo mana.

A área para explorar no jogo é vasta, com algumas plataformas e zonas escondidas, e isso verifica-se facilmente no mapa, que conforme vamos percorrendo as regiões, o mapa do jogo vai sendo construído. Para terem uma noção da grandeza, o jogo apresenta dois mapas, um para a superfície, e outro para as zonas subterrâneas.

No que diz respeito à jogabilidade Vigil: The LongestNight está excepcional, o tempo de saltos está óptimo, e os ataques estão muito bons e diversificados, variando conforme as armas. A alteração de armas faz-se de maneira rápida como já referimos, assim como o acesso às armas de arremesso e as poções. Tudo isto facilita bastante a jogabilidade, num jogo que um passo em falso pode ser a nossa morte. Durante a nossa viagem vamos encontrando os checkpoints que servem para salvar o jogo.

Graficamente, o jogo está esplêndido, com cenários incríveis e extremamente belos num ambiente de horror. Leila também está muito bem criada, e a sua roupa vai sendo alterada conforme vamos mudando o seu equipamento, quer seja os chapéus, as luvas, as armaduras ou até a máscara.

Outro elemento igualmente belo é a sua banda-sonora composta por diversos estilos e orquestrada à base de violas, pianos, clarinetes e até guitarras elétricas, tal como o resto do seu pacote geral, é variada, imersiva e encaixa em todos os seus momentos e ambientes, pena que algumas faixas sejam demasiado recorrentes. A banda-sonora na sua totalidade consegue moldar-se de uma maneira bem interessante, e é bastante modelar pois o próprio ambiente consegue modificar imediatamente a música de fundo de sombria para algo mais determinado e consequentemente heróico.

Vigil The Longest Night, trata-se uma aventura bem concebida, que nos surpreendeu pela positiva tendo atenção o rigor envolto num pacote de luxo e de grande qualidade. A sua estética, personagens e própria dimensão irão certamente cativar os fãs de Dark-Souls, assim como os fãs de metroidvania. Sem dúvida, estamos perante um dos melhores jogos Indie de 2020 na nossa opinião.

O código steam para análise deste título, foi-nos cedido gentilmente por Jesús Fabre – Video Games Communications and Publishing.

8.5

Author's rating

Nota final

Gostamos
  • Gráficos e banda-sonora excelentes
  • Versatilidade de Gameplay
  • Boas opções de personalização
  • Mapa enorme e cheio de segredos por descobrir
Não gostamos
  • Alguns travamentos
  • Mapa pode confundir um pouco os jogadores
Sobre o autor

Fernando Costa

É o fundador da InforGames. Começou a ter interesse pelos videojogos através do Spectrum +2 128k. Gosta de jogos de Estratégia, Corridas e Luta. Apesar de já ter jogado em várias consolas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição!

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