Já são conhecidos os vencedores do Concurso Nacional de Inovação na Escola

Já são conhecidos os vencedores do Concurso Nacional de Inovação na Escola

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Participaram na 1ª edição do Concurso Nacional de Inovação na Escola 20 equipas de nove distritos de Portugal Continental, num total de quase 100 crianças e jovens. Cada equipa era composta por um docente e até cinco estudantes. Ao longo dos últimos meses, as equipas tiveram o apoio de mentores da Ciência Viva e da ANI. Do júri da final fizeram parte António Grilo, presidente da ANI, Rosalia Vargas, presidente da ciência viva, e Ana Luísa Santos, da Direção-Geral da Educação.

O vencedor do 1º Ciclo do Ensino Básico foi o projeto “Cadernos Digitais”, uma solução apresentada por uma turma de 4º Ano da Escola Básica da Amieira, em Matosinhos, para resolver os problemas de sustentabilidade relacionados com o uso de cadernos de papel, como o gasto excessivo de água e a exploração florestal.

Quanto vale uma folha?”. Foi com uma pergunta que a equipa que arrecadou o prémio do 2º Ciclo começou a sua apresentação. O projeto dos alunos do 6º ano da Escola Básica Professor Marnoco e Sousa, em Lousada, passou por construir um compostor de grandes dimensões para processar as folhas caídas no jardim da sua escola, produzindo um fertilizante natural cuja venda reverte a favor da compra de materiais para “colegas especiais”. O projeto alia assim a inovação à solidariedade social.

No 3º Ciclo, o projeto vencedor foi “Meteorologia for All” da Escola do Freixo, de Ponte de Lima. Inspirada no microclima da sua região, esta equipa instalou uma estação meteorológica na sua escola e envia relatórios diários para os bombeiros e proteção civil da região, bem como para o jornal Correio do Minho. Conta com a parceria de escolas em Portugal, Galiza e São Tomé e Príncipe. O objetivo é alargar a rede e contribuir para a deteção de situações de risco, lançar avisos de incêndio e de outros fenómenos extremos.

Por último, foi a vez do Ensino Secundário e Profissional, com o projeto “SOL – Save Our Lives”, da Escola Dr. Júlio Martins, de Chaves. Apresentaram soluções para combater a vespa asiática em território nacional e um site que alerta para as zonas onde estes animais têm sido avistados e armadilhas eficazes, e consideravelmente mais acessíveis do que as disponíveis no mercado. As armadilhas são feitas com garrafas de plástico, permitindo a reutilização de cerca de oito toneladas de plástico, ou com dispositivos em forma de harpas elétricas que eletrocutam de forma seletiva as vespas asiáticas à entrada das colmeias. A Câmara Municipal de Chaves manifestou interesse no projeto.

Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação participou na sessão de encerramento e na entrega dos prémios. As equipas vencedoras receberam um troféu, medalhas, brinquedos tecnológicos, equipamentos eletrónicos e bilhetes de família para o Pavilhão do Conhecimento.

Fernando Alexandre referiu que “é muito importante que as escolas promovam o espírito de inovação, pensando em soluções. Inovar passa por, ao identificar um bloqueio, conseguir, arranjar soluções, o que começa na educação. Assim, todos nós podemos ser agentes de inovação”.

Sobre o autor

Fernando Costa

O Fernando é o diretor do InforGames. O seu primeiro computador foi o ZX Spectrum, e foi aqui que começou a interessar-se pelo mundo dos videojogos. Apesar de já ter jogado em várias plataformas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição. No que diz respeito a jogos, gosta de estratégia, corridas e luta.

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