Meta anuncia Meta Quest Pro, um headset construído para ampliar as possibilidades da Realidade Virtual

Meta anuncia Meta Quest Pro, um headset construído para ampliar as possibilidades da Realidade Virtual

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Há um ano, Mark Zuckerberg partilhou a visão da Meta para o metaverso – um complexo de espaços digitais interconetados que permitem fazer coisas que não são possíveis no mundo físico, e estar ainda mais ligado às pessoas que lhe são próximas. Hoje, o CEO da Meta subiu ao palco virtual ao lado de responsáveis pelo Reality Labs da Meta e alguns convidados para demonstrar o progresso que a empresa fez desde o ano passado.

Meta Quest Pro

O destaque do dia foi o Meta Quest Pro – o primeiro dispositivo de uma linha de headseats de ponta, construído para ampliar as possibilidades da Realidade Virtual (RV).

Nos últimos anos, a Meta partilhou alguns detalhes com o nome Project Cambria e está entusiasmada em revelar o projeto completo – que inclui recursos inovadores, como sensores de alta resolução para experiências robustas de realidade mista, ecrãs LCD para visuais nítidos e rastreio e expressões faciais naturais para refletirem melhor o utilizador no avatar.

O Quest Pro começa a ser vendido a partir de dia 25 de outubro por 1.799,00 euros, incluindo o headset, os comandos Meta Quest Touch Pro e o carregador. O Quest Pro pode ser encomendado na Meta Store ou em parceiros selecionados, incluindo o Best Buy nos EUA e Canadá, Argos e Currys no Reino Unido e FNAC e Boulanger em França. Também pode ser encomendado na Amazon nos EUA, Reino Unido, Canadá e França.

Aqui ficam alguns destaques das especificações técnicas do dispositivo:

  • O primeiro aparelho a incluir o novo Qualcomm Snapdragon XR2+
  • RAM 12GB
  • Storage 256GB
  • 10 sensores de alta resolução
  • Lentes Pancake que dobram a luz várias vezes, reduzindo a profundidade do módulo ótico em 40% e proporcionando imagens claras e nítidas
  • Rastreio ocular e expressões faciais naturais para melhorar a presença social
  • Color Passthrough para experiências de realidade mista melhoradas
  • Retrocompatível com o catálogo Quest 2, para desfrutar de uma ampla variedade de jogos e experiências de RV no primeiro dia
  • Dois monitores LCD que usam escurecimento local e tecnologia de pontos quânticos para fornecer cores mais ricas e vivas
  • Tecnologia de escurecimento local personalizada, capacitada por hardware especializado de luz de fundo e algoritmos de software que o acompanham, que podem controlar mais de 500 blocos de LED individuais de forma independente, dando aos monitores 75% mais contraste do que o Quest 2
  • 37% mais pixels por polegada do que Quest 2
  • Comandos Touch Pro reprojetados com sensores próprios para rastreio mais preciso e uma amplitude de movimento completa de 360 graus, além do novo sistema TruTouch Haptics para fornecer uma faixa de feedback mais ampla e precisa, e baterias recarregáveis.
  • O headset de RV mais fino e equilibrado até agora

Um ecossistema de RV em crescimento e evolução

O ecossistema de desenvolvimento de RV está a crescer. Até o momento, mais de 1.5 mil milhões de dólares foram gastos em jogos e aplicações na Meta Quest Store. Agora, a Meta tem 33 jogos que faturaram mais de 10 milhões de dólares em receita bruta, e as aplicações faturaram mais de 5 milhões de dólares em receita bruta que duplicou desde o ano passado. E este sucesso não se limita aos principais developers. Entre as 400 aplicações existentes na Quest Store, cerca de um terço está a gerar receita na casa dos milhões.

The Walking Dead: Saints & Sinners ultrapassou 50 milhões em receita apenas na Quest Platform – quase o dobro de receita em comparação com as outras plataformas. Em 24 horas, Zenith: The Last City faturou o primeiro milhão em receita na Quest Store, enquanto Resident Evil 4 faturou 2 milhões em 24 horas. Blade & Sorcery: Nomad obteve 1 milhão em receita em dois dias, enquanto vários outros developers atingiram o mesmo marco em apenas três dias.

Claro que parte da construção de um ecossistema de RV saudável e sustentável passa por garantir que os developers têm várias formas de alcançar o público. É por isso que a Meta apresentou no ano passado o App Lab, que cresceu para mais de 2.000 aplicações. E alguns grandes nomes como Smash Drums, Ancient Dungeon e Puzzling Places começaram no App Lab.

Assistiu-se a uma mudança no comportamento dos utilizadores: quando o Quest 2 foi lançado, as pessoas passavam a maior parte do tempo sozinhas em RV. Hoje, a maior parte do tempo é gasto em aplicações com vários jogadores e em aplicações sociais.

Meta Horizon Worlds

A visão da Meta é que o metaverso vai unir headsets de RV, telemóveis, laptops e desktops, e até dispositivos que ainda não existem. Hoje, no Connect, demonstrou-se o que está a ser feito para levar o Meta Horizon Worlds para outras plataformas, para que seja possível pegar no telemóvel ou portátil e visitar amigos que estão em RV – e vice-versa. Se está a assistir, por exemplo, a um programa de comédia, pode enviar o link para que amigos possam assistir sem a necessidade de um headset, não importa onde estejam. Tornar esses mundos virtuais acessíveis através de qualquer dispositivo eleva a capacidade de conectar as pessoas. Os mundos na web serão a primeira forma pela qual muitas pessoas ao redor do mundo experimentam um mundo virtual. E embora a web ainda não ofereça a experiência completa de RV, pode abrir espaço a uma população totalmente nova de developers, criadores e utilizadores.

A Meta está a testar uma forma de gravar um vídeo no Worlds e partilhá-lo facilmente diretamente no Instagram como um Reel, para ajudar os criadores de conteúdo a conectarem-se com o público e partilharem o conteúdo de uma nova maneira. A empresa também está a trabalhar com alguns dos melhores criadores do Instagram para ver que tipo de mundos podem ser construídos.

É, também, cada vez mais fácil construir para o Worlds. Antes, tudo tinha de ser construído em RV. Agora, existem mundos incríveis a serem construídos por pessoas fora da RV no Crayta, uma plataforma de jogos e construção de mundos disponível no Facebook. O kit de ferramentas criativas continua a ser ampliado. É possível usar o TypeScript, uma poderosa linguagem de script, para criar mundos mais dinâmicos e interativos. Em breve, vai ser possível importar itens trimesh e construir partes dos seus mundos usando ferramentas de criação de conteúdo 3D como Maya, 3Ds Max, Blender e Adobe Substance 3D.

Estas são ferramentas de alta qualidade que os profissionais usam para construir em 3D. Um dos principais benefícios em dar-lhes suporte é a qualidade gráfica. Ainda teremos de aguardar um pouco pela integração destes elementos todos, mas o resultado será cada vez melhor. A Meta está a trabalhar com a Epic Games para trazer conteúdo licenciado pela Creative Commons da biblioteca Sketchfab para a Meta Horizon Worlds.

Nesta edição do Meta Connect, debateu-se a possibilidade de um espaço pessoal no Worlds – como se fosse a própria casa no metaverso. É um espaço social para convidar amigos, e não importa quais os dispositivos que os amigos usam. Mais importante ainda, há um sentimento de propriedade, o mesmo nível de conforto que tem na sua casa no mundo físico.

No próximo ano, a Meta vai arrancar com uma colaboração com a NBCUniversal, e promete trazer experiências icónicas de comédia e terror para o metaverso. The Office, Blumhouse, Universal Monsters e Halloween Horror Nights chegarão ao Worlds, e vai ser possível mergulhar nestes IPs como nunca antes, através da RV. E no próximo ano, vai ser possível acompanhar a programação NBCUniversal com a aplicação da Peacock no Quest.

YouTube RV

Em parceria com a equipa do YouTube RV, vão ser lançadas mais inovações sociais. No Quest, o YouTube está prestes a tornar-se cada vez mais numa experiência partilhada. Se estiver com amigos no Meta Horizon Home, em breve poderá aceder ao YouTube e assistir a vídeos em conjunto, como se estivesse a assistir pessoalmente.

Também poderá realizar várias tarefas ao mesmo tempo, mantendo um vídeo do YouTube ativo enquanto trabalha ou navega na web.

E ainda com a equipa do YouTube, a Meta está a tornar a experiência Youtube mais flexível. Se usar o Quest Pro, em breve pode levar os vídeos do YouTube (através de um painel 2D) para outras aplicações de RV. Imagine assistir a um vídeo sobre a construção do Mont-Saint-Michel ao mesmo tempo em que o monta em Puzzling Places, ou fazer aulas de boxe enquanto joga The Thrill of the Fight – ou simplesmente assistir a vídeos de música enquanto espera pela sua vez no Walkabout Mini Golf.

Hoje parece inovador, mas este tipo de multitarefa vai tornar-se comum no futuro, e a Meta está entusiasmada por ter o YouTube RV como um dos primeiros parceiros ao longo deste caminho.

Jogos no Connect 2022

O Marvel’s Iron Man VR está a chega à Quest 2 no dia 3 de novembro, cortesia das equipas talentosas da Camouflaj e Endeavor One, e os nossos parceiros da Sony Interactive Entertainment e Marvel Entertainment.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, anunciou que o Xbox Cloud Gaming (Beta) está a chegar à Quest Store. Among Us VR também tem data de lançamento e pré-encomendas, reduziu-se a janela de lançamento de The Walking Dead: Saints & Sinners – Chapter 2: Retribution, e revelou-se um novo projeto da Skydance Interactive.

Fitness

A RV não é apenas um ótimo lugar para experimentar novos tipos de jogos e experiências imersivas – também é fantástica para estar em boa forma. Pode ser acompanhado por um treinador ou simplesmente exercitar-se sozinho, há uma grande variedade de aplicações disponíveis para o Quest. E no Connect, foram anunciados vários produtos e atualizações para este ano que podem ajudar na jornada rumo à boa forma.

Meta Quest 2 Active Pack

O Meta Quest 2 Active Pack é o primeiro conjunto de acessórios de fitness, e a Meta está entusiasmada em revelar que estará disponível para venda a partir de dia 25 de outubro pelo valor de 69,00 dólares – pode ser pré-encomendado na Meta Store a partir de hoje. O conjunto inclui uma nova interface facial para o headset, um conjunto extra de fitas de pulso e novas alças de articulação ajustáveis para que se possa continuar a jogar sem receios de deixar cair os seus comandos. Quando usados em conjunto, esses acessórios podem ajudar a superar os treinos mais desafiantes.

Está também a ser anunciado o programa Made for Meta, anteriormente denominado de Oculus Ready, através do qual a Meta está a trabalhar com os principais fabricantes de hardware para trazer mais acessórios para o Quest, a partir do próximo ano.

Sincroniza as estatísticas do Meta Quest Move com rastreio da condição física

O rastreio e a partilha do progresso é um motivador importante para muitos desportistas, e o Meta Quest Move foi criado nesse intuito. Mas é possível fazer mais para tornar a RV numa poderosa ferramenta de forma física. Este ano, a Meta lançou um dos recursos que mais pessoas pediam: rastreio da forma física na aplicação complementar Meta Quest e na aplicação Health, em iOS.

Novas experiências fitness

Se és adepto do Supernatural, já conhece a aplicação fitness de exercícios Flow e Boxing. Mas agora, a aplicação vai ter um novo tipo de exercício – “knee strikes” – que são uma maneira explosiva de ativar o núcleo e a parte inferior do corpo, e ajuda a desenvolver equilíbrio e coordenação. No final deste mês, podes encontrar esta novidade ao lado da Flow e Boxing.

O Gym Class – Basketball VR também está a chegar à Quest, um jogo de basquete baseado em física com até seis pessoas online. Pode-se praticar lançamentos e dribles, ou saltar no ar, independentemente da altura ou nível de habilidade. Gym Class – Basketball VR foi um grande sucesso no App Lab com mais de um milhão de downloads, e vai estar no Quest este outono.

Fitness API Beta e mais novidades

Por fim, a Meta revelou que vai lançar neste outono uma versão beta da nova API Fitness para developers, o que facilitará a criação de conteúdo fitness para a Quest Platform. Uma vez implementada, a API Fitness oferece a opção de partilhar com os developers dados em tempo real do Move (como o total de calorias queimadas ou os minutos gastos em exercícios). O objetivo é tornar as experiências mais personalizadas, como uma página de estatísticas personalizada ou desbloquear novos níveis com base no progresso físico.

E para quem precisa de alguma motivação, no próximo ano vai ser lançada uma nova forma de partilhar o progresso da forma física com amigos selecionados, para que eles possam dar apoio nesta jornada de boa forma através da RV.

A evolução do futuro do trabalho

A RV é mais do que diversão e jogos. Também pode ajudar a aumentar a produtividade e a trabalhar. O Quest Pro foi desenhado a pensar na produtividade e será uma grande ajuda para quem usa a RV como uma ferramenta para o trabalho – mas o hardware é apenas uma parte da equação. A Meta está igualmente focada em criar um software que melhore a forma de trabalhar e colaborar, tanto no Quest Pro como no Quest 2.

Com essa finalidade em mente, a Meta está preparar atualizações para o Meta Horizon Workrooms nos próximos meses.

Primeiro, uma funcionalidade muito requisitada: brevemente será possível juntar-se ao Workrooms via Zoom. A Meta também permitirá separar grupos, fazer uma transição suave entre apresentações de grandes grupos para outras mais pequenas, de debate interno, enquanto se mantém na mesma sala. É ótimo para facilitar a conversação e o brainstorming. E para designers, arquitetos e outros que trabalham a três dimensões, a Meta está a trabalhar numa forma de transformar os modelos 3D no Workrooms.

A Meta também está a acabar com as barreiras entre a RV e as plataformas mais tradicionais. A Meta chama a este projeto Magic Room e é o futuro das reuniões. O objetivo é fazer com que os colaboradores se sintam igualmente presentes num espaço partilhado independentemente de onde estão e da tecnologia que estão a usar. A Meta está a trabalhar numa atualização para o Workrooms que vai permitir que as pessoas possam juntar-se a uma reunião virtual independentemente da tecnologia que tenham à mão e objetivo é que a experiência seja ótima quer se esteja a usar o Quest Pro ou a usar o seu telefone (e o Magic Room também funcionará na perfeição noutros produtos da Meta, como o Meta Portal e o Workplace). E é assim que o futuro do trabalho partilhado poderá ser com todas estas platasformas a trabalhar juntas:

E para aqueles que começarem a usar o Quest Pro ainda este mês, poderão desvendar o total potencial do Workrooms com o novo hardware da Meta. As canetas incluídas para os novos comandos permitem grande precisão e controlo no trabalho em rede, enquanto que o Natural Facial Expressions permitirá fazer contacto visual direto durante uma apresentação – ou sorrir quando é sexta-feira e deseja bom fim-de-semana!

A Meta também já deixou claro que não é possível construir o metaverso sozinho e isso torna-se cada vez mais óbvio no dia-a-dia de trabalho das pessoas. Todas as empresas trabalham de forma diferente – e usam diferentes ferramentas.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, juntou-se à Meta durante o Connect para anunciar que uma nova versão do Microsoft Teams chegará à RV. O Teams liga milhares de milhões de pessoas à volta do mundo e está nova versão nativa de RV do Teams vai permitir que se colabore de formas que simplesmente não eram possíveis num ecrã 2D. O Teams RV também vai dar suporte ao Meta Avatars num futuro próximo para que cada pessoa possa apresentar-se da mesma forma que noutras apps de RV.

E há mais no seguimento deste anúncio: em breve poderá juntar-se a reuniões do Teams diretamente do Workrooms. E para negócios com subscrições de empresa ativas do Microsoft 365 será possível aceder a essas ferramentas (incluindo o Windows 365) no Quest 2 e Quest Pro. Assim será possível trazer o trabalho do Office ou do Sharepoint diretamente para o headset, quando e onde quiser.

Finalmente, tanto o Quest como o Portal vão dar suporte ao Microsoft Intune e ao Azure Active Directory. À medida que as empresas começaram a integrar o Quest 2 e Quest Pro no seu trabalho do dia-a-dia, é crucial que possam gerir e manter a segurança dos seus headsets da mesma forma que o fariam em portáteis ou telemóveis. O Microsoft Intune e o Azure Active Directory vão dar às empresas a segurança e as opções de gestão que precisam.

E há ainda muito mais novidades no tema do futuro do trabalho no Connect.

Presence Platform

No Connect do ano passado, a Meta apresentou a Presence Platform, um conjunto de recursos de percepção de máquina e IA — incluindo Passthrough, Spatial Anchors e Scene Understanding — que permitem que os developers criem experiências de realidade mista, interação e voz mais realistas que combinam perfeitamente conteúdo virtual com o mundo físico. Hoje, a empresa partilha outra novidade da Presence Platform: Movement SDK.

O Movement SDK permite que os avatares imitem expressões em tempo real ao usar os sensores voltados para dentro do Quest Pro. Embora os avatares de hoje dependam de áudio espacial e gráficos imersivos para ajudar a criar uma sensação de presença social, as expressões faciais e a linguagem corporal serão uma viragem para reuniões remotas e performances virtuais no metaverso.

Com a introdução do Movement SDK, pode-se oferecer suporte à presença social para a incorporação de personagens de terceiros. A Meta trabalhou com uma equipa interna de artistas e criou um personagem alienígena: a Aura. Ela pode piscar os olhos, encher as bochechas, mover a boca de um lado para o outro e muito mais. Os movimentos faciais, tons de pele e movimentos dos olhos de Aura são usados para torná-la socialmente atraente. Além dos movimentos faciais, as formas de mesclagem podem desencadear outras ações. Por exemplo, as marcas do cabelo acendem quando está feliz – uma pista social importante noeeu planeta – e também acende o cabelo quando está irritada.

Centenas de developers já estão a criar aplicações de RV que aproveitam a Presence Platform – ao desbloquear uma nova geração de experiências mais poderosas e imersivas na Quest. E ainda melhor, qualquer coisa que os developers criem para o Quest 2 com a Presence Platform, também funcionará perfeitamente no Quest Pro.

Avatars e a identidade no metaverso

O avatar é uma representação digital do utilizador. E isso significa que os avatares precisam de fornecer maneiras quase infinitas de se expressar no metaverso e nas aplicações da Meta. No início deste ano, a empresa lançou os implantes cocleares, aparelhos auditivos sobre a orelha e cadeiras de rodas, mas há mais melhorias a chegar à representação, incluindo tipos de corpo e tons adicionais para uma pele mais realista.

A roupa também é importante. Hoje foi anunciada que a Avatar Store será lançada em RV ainda este ano, um local para comprar roupas virtuais de algumas das principais marcas. A Meta está a trabalhar com parceiros de desporto, entretenimento e muito mais para garantir que as roupas se encaixam nos estilos de cada um. A expectativa é que isto dê início a um mercado para bens digitais interoperáveis – ou seja, se comprar uma camisola, vai poder usá-la no seu avatar, independentemente da aplicação.

O que mais? Pernas, claro! “Acho que todos estavam à espera disto”, brincou Zuckerberg durante a palestra. Chega de flutuar da cintura para cima!

Pode parecer que a Meta está apenas a carregar num interruptor nos bastidores, mas isto deu muito trabalho para acontecer. Quando o corpo digital é representado incorretamente – no local errado, por exemplo – pode ser uma distração ou até mesmo perturbador. E as pernas são difíceis! Se as pernas estiverem em baixo de uma mesa ou mesmo atrás dos braços, o headset não poderá vê-las corretamente.

Dedicou-se muito tempo a certificar que a Quest 2 pudesse com precisão e fiabilidade trazer a possibilidade de haver pernas na RV. As pernas vão ser lançadas primeiro no Worlds, em seguida, vai haver mais pernas à medida que a tecnologia for aprimorada.

No próximo ano, os developers podem começar a implementar ações e comportamentos personalizados do Avatar em jogos e aplicações.

E lembre-se, os avatares ainda estão a evoluir – para serem mais bonitos, mais capazes e expressivos, mais personalizáveis. A próxima geração de Meta Avatars, visualizada hoje no Connect, será mais expressiva e detalhada do que está disponível hoje.

Cada novo passo está mais próximo de avatares fotorrealistas. Ainda faltam alguns anos, mas a tecnologia está sempre a melhorar, assim como a compreensão de como as pessoas querem aparecer em RV. A empresa está a trabalhar numa IA que criará um avatar fiel à realidade para não perder tempo a ajustá-lo (a menos que queira). No futuro, poderá ter vários avatares para diferentes ocasiões – uma representação fotorrealista mais séria para reuniões de trabalho ou mais caricatural para se divertir.

A estrada para a realidade aumentada

Apesar do relevante progresso em realidade virtual e mista, há um ponto a salientar em relação ao metaverso: ainda há muito trabalho a ser feito em Realidade Aumentada (RA), onde deveria ser possível ver objetos digitais sobrepostos perfeitamente ao mundo ao seu redor. Ainda faltam alguns anos para que a tecnologia fundamental seja avançada o suficiente para suportar excelentes óculos RA. É preciso ver o progresso em toda a linha – computação, gráficos, telas, sensores, IA, basicamente tudo – antes que o sonho dos óculos RA esteja completo.

A Meta está a investir nestas áreas mas para óculos, o formato é um fator fundamental – toda esta tecnologia deve ser incorporada em algo leve e confortável o suficiente para ser usado casualmente. Daí este foco em construir o máximo possível da experiência de RA num par de óculos normal que se possa adaptar ao dia-a-dia.

O primeiro passo foi no ano passado, na parceria com a EssilorLuxottica para apresentar o Ray-Ban Stories, os óculos inteligentes de primeira geração. Em apenas um ano, há grandes melhorias: o dobro da duração da captura de vídeo de 30 para 60 segundos e o upload do conteúdo dos óculos para o Instagram.

A funcionalidade viva-voz é uma parte essencial do Ray-Ban Stories, que permite ficar ligado sem ter que procurar um telemóvel. Em breve, vai ser possível ligar ou enviar mensagens de texto com viva-voz no Ray-Ban Stories a partir do número de telemóvel.

Em breve, vai ser lançado um navegador Spotify no Ray-Ban Stories. Basta tocar e segurar a lateral dos óculos para reproduzir o Spotify e, se quiser ouvir algo diferente, toque e segure novamente, que o Spotify recomendará algo novo.

A partir de hoje, há uma atualização no Meta Spark: os criadores têm a capacidade de criar objetos 3D interativos usando o Spark Studio e começar a testá-los em realidade mista pelo Meta Spark Player. Também estão a ser criadas as ferramentas que permitirão aos criadores entender melhor como o olhar e a perceção espacial podem contribuir para o conteúdo 3D em camadas sobre o mundo físico.

Reality Labs Research

É claro que nenhum evento Connect estaria completo sem a visita do cientista-chefe do Reality Labs, Michael Abrash. Ao lado de Zuckerberg, Michael Abrash partilhou uma visão dos bastidores do que os investigadores estão a trabalhar, e atualizou os últimos desenvolvimentos nos projetos Codec Avatars, Project Aria, e a criação da primeira interface de computação verdadeiramente centrada no ser humano.

A Reality Labs está a inventar uma nova plataforma de computação — construída em torno de pessoas, ligações e relacionamentos que importam. Ainda há muita coisa a explorar, e o Reality Labs sugere que fiquem atentos para os próximos passos.

As investigações e os produtos que a Meta apresentou hoje fazem parte de um roteiro que se estende por um futuro distante – e não é possível construir o metaverso sozinho. A Meta quer reunir os melhores developers, engenheiros, artistas e outros para tornar este futuro uma realidade. Agradecemos por fazer parte desta jornada. Esta promete ser uma viagem épica.

Sobre o autor

Fernando Costa

É o fundador da InforGames. Começou a ter interesse pelos videojogos através do Spectrum +2 128k. Gosta de jogos de Estratégia, Corridas e Luta. Apesar de já ter jogado em várias consolas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição!

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