Ranstad: Apenas 13% dos colaboradores receberam formação em IA no último ano

Ranstad: Apenas 13% dos colaboradores receberam formação em IA no último ano

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A Randstad apresenta o seu mais recente estudo Workmonitor Pulse Survey, com base em informações de anúncios de emprego e na opinião de mais de 7.000 colaboradores em todo o mundo. A pesquisa conclui que a maioria (52%) acredita que a Inteligência Artificial (IA) irá melhorar as suas perspetivas de progressão de carreira, ultrapassando largamente o receio de utilizar a tecnologia.

O estudo indica que 53% dos colaboradores consideram que a IA tem um impacto nos seus setores e funções. No entanto, existe, segundo a pesquisa, uma lacuna na formação e desenvolvimento desta tecnologia: apenas 13% dos colaboradores receberam formação sobre IA no último ano. Isto apesar de um em cada três (33%) afirmarem que já utilizam a IA nas suas funções quotidianas.

A maioria dos inquiridos, 55%, mostram-se conscientes de que a aprendizagem e o desenvolvimento serão importantes para garantir o futuro da sua carreira. Um quinto dos profissionais, correspondente a 22%, gostariam que lhes fosse oferecida formação em IA nos próximos 12 meses, sendo esta a terceira oportunidade mais desejada, seguida de competências de liderança (24%) e de bem-estar e mindfulness (23%).
Verifica-se uma lacuna significativa entre a formação que os colaboradores desejam e aquela que recebem.

A pesquisa concluiu ainda que quase 25% dos inquiridos declararam não ter recebido quaisquer oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento nos últimos 12 meses e o número aumenta quando se consideram os operários (41%).

Ao analisar as diferenças geracionais, os dados mostram que a Geração Z valoriza atualmente a aprendizagem e o desenvolvimento, (23%) mais do que a flexibilidade no trabalho (18%) e a cultura da empresa (16%), enquanto que a remuneração continua a ser de importância primordial.

O estudo mostra que os profissionais mais jovens são também os que se sentem mais dispostos a tomar medidas se as suas exigências em matéria de formação não forem satisfeitas, com dois quintos (41%) a afirmar que abandonariam o emprego se não lhes fossem oferecidas oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento nos próximos doze meses.

“Percebemos que cada vez mais os empregadores procuram talento com competências em IA – a nossa própria análise dos anúncios de emprego revela um aumento de 2000% desde o primeiro trimestre”, destaca Isabel Roseiro, Diretora de Marketing e Comunicação da Randstad Portugal. “A IA mostra um impacto profundo na produtividade e no desempenho geral no local de trabalho. É, no entanto, fundamental que exista um equilíbrio entre as competências exigidas pelas empresas e desejadas pelos colaboradores, por um lado, e as oportunidades de formação oferecidas, por outro. A IA veio para ficar e os nossos dados revelam que os profissionais estão prontos para adotar esta tecnologia também para o seu próprio benefício. As organizações bem-sucedidas serão aquelas que aproveitarem as oportunidades da IA”, conclui.

A anterior análise Workmonitor Pulse Survey, correspondente ao segundo trimestre de 2023, concluiu que os trabalhadores estão também a procurar mais flexibilidade, conceito emergente junto dos blue collar workers (colaboradores que efetuam trabalho manual de alta e baixa qualificação em indústrias como a agricultura, manufatura e construção) ou gray collar workers (pessoas que têm empregos com funções que envolvem um serviço ou estão orientados para cliente, mas não num escritório, como pilotos, polícias, professores). O estudo setorial pode ser consultado aqui.

Sobre o autor

Fernando Costa

O Fernando é o diretor do InforGames. O seu primeiro computador foi o ZX Spectrum, e foi aqui que começou a interessar-se pelo mundo dos videojogos. Apesar de já ter jogado em várias plataformas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição. No que diz respeito a jogos, gosta de estratégia, corridas e luta.

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