NEC lança um novo sistema UPF (User Plane Function) para operadores de telecomunicações, com o objetivo de criar redes para a era do pós – 5G/6G

NEC lança um novo sistema UPF (User Plane Function) para operadores de telecomunicações, com o objetivo de criar redes para a era do pós – 5G/6G

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Em abril de 2024, a NEC Corporation, um dos principais fornecedores mundiais de serviços de TI e de transformação de redes, lançará um novo sistema de Função da Camada de Utilizador (User Plane Function – UPF) para operadores de telecomunicações, que pode ser usado para processar o tráfego de dados do utilizador em redes core 5G.

O novo sistema UPF incorpora uma função melhorada de Inspeção Profunda de Pacotes (Deep Packet Inspection – DPI), permitindo a visualização da qualidade das comunicações e a recolha de dados de tráfego, uma interface para exposição externa que fornece dados a sistemas externos (analisadores externos) para análise profunda e, ainda, compatibilidade multiplataforma, assim contribuindo para a construção de redes flexíveis e de elevado valor acrescentado na era do pós- 5G/6G.

Contexto da introdução da nova UPF

Na era do pós-5G/6G, a aplicação das redes móveis expandir-se-á para dispositivos da Internet das Coisas (IOT), cidades inteligentes e indústrias, desde a construção e engenharia civil até ao fabrico. Em consequência, os acordos de nível de serviço (SLA) tornar-se-ão mais diversificados, exigindo baixa latência, elevada fiabilidade, débito estável e muito mais. As redes compatíveis com uma tal variedade de SLAs, exigirão a flexibilidade necessária para permitir que os operadores de telecomunicações não só apreendam a qualidade das comunicações de forma atempada e precisa, mas também reflitam adequadamente, na rede, os resultados dessa análise.

Elementos-chave para a melhor funcionalidade

  1. Monitorização em tempo real da qualidade das comunicações e utilização atempada dos dados

Para manter e melhorar a qualidade e fiabilidade das comunicações, a nova UPF permite a monitorização em tempo real da qualidade das comunicações e a aquisição de dados que podem ser utilizados para análise de tráfego. Informações como o tipo de aplicação usada pelo utilizador, o volume de dados de comunicações para cada aplicação, o débito experimentado e o número de pacotes descartados, são necessárias para compreender e preservar totalmente a qualidade das comunicações. A melhoria da função DPI incorporada tornou possível visualizar e converter os dados necessários para cada tipo de aplicação utilizada.

Como resultado, os operadores de telecomunicações podem analisar as tendências de tráfego e efetuar a monitorização em tempo real da qualidade das comunicações para cada aplicação, contribuindo assim para uma maior satisfação do cliente através de respostas rápidas a situações reportadas por clientes empresariais e utilizadores, ou envio de novos planos de tarifas com base nas tendências do serviço, entre outros.

  1. Ligação de dispositivos externos para a realização de redes móveis com garantia de SLA

A nova UPF está equipada com uma interface que fornece a analisadores externos uma variedade de dados adquiridos através da monitorização da qualidade das comunicações. Ao incorporar esta interface, os analisadores externos podem ser utilizados para analisar rapidamente os dados necessários para melhorar o funcionamento da rede, incluindo a deteção de sinais que sejam preditores de uma má conetividade devido à degradação da qualidade das comunicações e a preservação autónoma da qualidade da experiência do utilizador. A melhoria da precisão dos analisadores irá acelerar a realização de redes móveis com garantia de SLA.

  1. Construção de redes flexíveis através da compatibilidade multiplataformas

Na era do pós5G/6G, prevê-se que a cobertura se expanda a todos os locais, incluindo os que não estão adequadamente cobertos pelas redes existentes – nomeadamente, o mar, o céu e o espaço. Acredita-se também que todas as coisas estarão ligadas às redes. Embora até agora tenha sido comum as redes core serem instaladas e operadas no próprio centro de dados dos operadores de telecomunicações, espera-se que surja a necessidade de utilizar clouds públicas e instalar servidores mais próximos dos clientes para efetuar o processamento de dados à medida que a cobertura se expande.

Baseado em tecnologia e infraestrutura abertas, o sistema agora anunciado permite o processamento de pacotes independentemente de plataformas específicas, tornando possível responder de forma flexível a essas necessidades. Não só dá aos operadores de telecomunicações maior liberdade na construção das suas redes, como também reduz o tempo de implementação, acelera a prestação de serviços e maximiza as receitas.

Exemplo de configuração da rede do operador com a implementação da nova UPF.

Sobre o autor

Fernando Costa

O Fernando é o diretor do InforGames. O seu primeiro computador foi o ZX Spectrum, e foi aqui que começou a interessar-se pelo mundo dos videojogos. Apesar de já ter jogado em várias plataformas, o PC continua a ser a sua plataforma de eleição. No que diz respeito a jogos, gosta de estratégia, corridas e luta.

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